sábado, 14 de maio de 2011

Mensagem do pr. Marcos Bittencourt

Olá pessoal
Recebi essa mensagem do pr. Marcos Bittencourt, ele é um amigo do trabalho, que Deus abençoe ricamente a sua vida e da sua família, segue o texto para meditação.
Um dia vitorioso para você com Cristo, porque Ele é o nosso fiel amigo, de todos os momentos.

DEUS É MÃE TAMBÉM

Deus é mãe? Que é isso? Quanta heresia! Onde é que já se viu tratar Deus como mulher? Agora sou eu que pergunto: Onde é que já se viu dar um sexo a Deus de tal forma que ele seja masculino? Isso ocorre porque no processo de revelação divina, Deus, que é “Espírito” assume representações humanas, incluindo as figuras parentais. Por isso Deus se fez carne e habitou entre nós na pessoa do homem Jesus. No Antigo Testamento, em uma cultura patriarcal, Deus também assumiu a representação masculina, pois o termo “Elohim” é masculino. Mas ele não era tratado como “Pai” pelos israelitas, mas suas representações são a de um marido amoroso e traído (Cânticos, Jeremias, Ezequiel e Oséias). Jesus nos apresenta Deus como Pai e assusta quando o chama de “Abba Pai” (um diminutivo carinhoso, como painho). Tem muita gente que se julga macho por aí que tem vergonha de chamar seu pai de “painho”. Aliás, para piorar as coisas, o termo mais patriarcal do hebraico bíblico (PAI - ´AV) quando vai para o plural assume a forma feminina (´AVOT), formando uma espécie de substantivo irregular. Irregular talvez seja procurar entender porque o termo “Espírito” (Ruach) em hebraico é feminino e o termo “Shekkinah” que descreve a presença gloriosa do Espírito de Deus no meio de seu povo, também o é. Apresenta-se aqui Deus como uma figura consoladora, carinhosa, acolhedora, acalentadora, que dá colo, fazendo-se presente e dando segurança aos seus filhos. Não seria aqui o Deus-Mãe? Não, não, acho que estou forçando a barra, não é? É porque estive lendo Isaías 49:14-16 e vi que ali Deus é comparado a uma mãe adotiva que não se esqueceria de seu filho ainda que sua mãe biológica o desprezasse, confortando assim o povo judeu que estava prestes a sair do exílio babilônico, um tanto inseguro. Mas aí alguém poderia argumentar que Gênesis nos diz que Deus fez o “homem” (macho) à sua imagem e semelhança e não a mulher, a qual deveria levar a culpa do pecado do homem, por ter pecado primeiro e oferecido o fruto ao seu marido, como se esse homem fosse bobo o suficiente para não saber o que estava fazendo. Sinceramente, não gostaria de ser identificado com um homem bobo, até porque a palavra “homem”, em Gn.1:26-28 é “Adam”, que significa “ser humano” ou “humanidade”. Completa o escritor sagrado em Gn.5:2: “macho e fêmea os criou..e lhes deu o nome de Adão”. Além dessa culpabilidade feminina, sua imagem estava associada às prostitutas cultuais, em função dos cultos de fertilidade que existiam ao redor de Israel. Isso poderia afastar nossa compreensão por causa das tendências simplificadoras de tratar as coisas como “ou é isso, ou é aquilo”. Assim, as representações femininas na Bíblia só teriam um caráter negativo. Mas, eu vi também em Isaías 66:10-13 que Deus consola seu povo como uma mãe e em Mateus 23:37 que Jesus quis ser para Jerusalém como uma galinha, que ajunta seus pintinhos debaixo de suas asas. Mas nada se compara com a representação materna de Oséias 11. Ali Deus até se “inclina” para dar de comer ao seu filho pequeno, um movimento da mãe no mundo oriental antigo, em deitar-se para levar o peito à boca do bebê. Deus é Marido, Deus é Pai, Deus é Filho, Deus é Mãe. Se, ao final dessa leitura, você se incomodar e tiver vontade de rasgar o que escrevi, é porque está na hora de verificar como vão os seus afetos mais significativos e o quanto estão fechadas as janelas da alma.      

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